É sabido que a carga tributária no Brasil é uma das maiores do mundo, mas o que não se sabe é o porquê desse absurdo. O brasileiro pagou R$ 550 bilhões em impostos em 2009, conforme "Impostômetro". Dessa forma, presumo que quanto mais se trabalha, mais se paga impostos! É um ciclo vicioso... Às vezes, me pergunto se a improdutividade não apresentaria algumas benesses ou nos mataria de fome por completo. Fome Zero? Um contra-senso! Taxa, tarifa, contribuição ou tributo... É o pensamento do dia ou de todas as horas? Lembro-me ainda criança meus pais comentarem o pagamento de tributos diretos e indiretos... Definhamo-nos no saber por não sabermos ou estamos acomodados? É vexatória, indigna, desrespeitosa a forma de como somos tratados, por isso a minha manifestação, esperando que iniciativas como essa sejam ainda mais presentes na pauta do brasileiro. Este espaço foi criado para comentarmos, trocarmos idéias, reivindicarmos, denunciarmos e até elogiarmos os serviços públicos e privados.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Na direção de nossas vidas...















Desembolsar mais de R$ 5 milhões dos cofres públicos para a compra da “ferramenta de trabalho” para os 51 vereadores da Câmara Municipal foi o maior desplante, para não dizer projeto CARA DE PAU, já visto na história nesses últimos anos!
Assim como a maioria, estou tentando digerir a idéia inescrupulosa, delírio de um lunático em estado grave, muito grave.
Camisa de força nele!
Enquanto os desabrigados pelas chuvas ocorridas recentemente em toda a parte do Brasil, tentam recuperar as sobras das sobras, sonhos levados pelas impiedosas águas de verão, onde as sensações de vazio e do vazio permutam na tentativa de tirar-lhes o ar, tamanho é o desalento pela perda dos seus entes, irreparável custo humano...
O cinismo, a insolência daqueles que, como obrigação deveriam oferecer-lhes a Ferramenta, a legítima, na reconstrução de suas vidas, acolhê-los e protegê-los, assim como aos demais na qual me incluo, uma sociedade igualitária cuja dignidade faz-se com esforços na dinamização de investimentos, arrecadação de tributos destinados as benfeitorias na saúde, habitações seguras, vias públicas e órgãos que atendam as necessidades de todos...
Eles preferem o conforto de um Jetta!
Orgulhar-me-ia de um parlamentar coberto de lama e lápis em punho...
Sonho meu pensar que tudo poderia ser diferente, delírio de uma lunática em estado grave, muito grave que paga seus impostos.
 Camisa de força nela!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Um dia de Cisne



Tem de ser muito artista para passar nas portas giratórias das agências bancárias sem se estressar.
Pensei no produto americano, só pode vir de lá!
Desculpem a abordagem nos temas comuns, mas é que sou mais uma sobrevivente das anedotas vis das mentes que criam ondas de calor e nos induzem a tirar peça por peça num total frenesi.
Em um dado momento, procuro metais no meu corpo...
Lembro-me de uma correntinha que ganhei aos 15 anos, fininha, quase imperceptível, mas que se tornou alvo de discussão na porta travada por brutamontes. Do outro lado a torcida, “tira, tira , tira...”
Se eu fosse exibicionista teria mostrado a minha rendinha branca em alto relevo, no entanto achei mais conveniente acenar para o meu gerente, no intuito de que ele me tirasse daquela situação vexatória em que me encontrava e não absolutamente, a  minha lingerie!
 E ainda fala-se de segurança!
Constrangimento moral e grosseria são comportamentos que assimilamos desse procedimento falho para com os clientes todos os dias. Dessa forma, sou mais uma a endossar a necessidade premente de um treinamento rigoroso aos profissionais de segurança, para que se faça presente um tratamento respeitoso as pessoas.

Política Saúde

Há iniciativas que devemos tirar o chapéu, como o caso da Academia da Terceira Idade, não importando quais interesses veiculados.

Não sei exatamente quem são os idealizadores do projeto, sei apenas que ele vem abrangendo uma boa parte do território brasileiro em parceria com a Prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde. O programa visa minimizar os problemas decorrentes da idade, propiciando melhoria na qualidade de vida: Saúde & Sociabilidade.

No Rio, o projeto já atende mais de seis mil usuários e a estimativa é de que atinja a marca dos 80 até 2012.

Entendo que na política a auto-promoção é o fator predominante na verdadeira "esteira" do tempo, mas diante da motivação dos idosos, daqueles que muito contribuíram para o crescimento do nosso país, faço vista grossa.

Quero é que se faça mais e mais em nível de benesses  à população, prometo não me ater a detalhes; a minha alienação consciente agradecerá os bons ventos!

sábado, 16 de outubro de 2010

Isto que é consciência política!





O músico amazonense, este homem humilde, mas  bem informado,  traduz em sua viola a indignação de um povo que pensa.

PS. Para ouvir o vídeo ou mesmo para ler os textos sem a interferência da música que toca no Blog, dê “Pause” na pequena tela que se  encontra no canto direito da página.

sábado, 17 de julho de 2010

Façamos valer nossos direitos!

Lei número 13.948/2005

Há cerca de um mês eu entrei no Banco para fazer um pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: 'Vou ficar horas aqui dentro'.
Foi quando me lembrei da lei que entrou em vigor na capital paulista (e no Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.
Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse, eu encaminharia o papelucho para a prefeitura multar o banco.
Entrei na fila, e notei que de repente aquele som que sinaliza caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente.
Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigada. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo?
Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei que foram 17 minutos de fila. Eu esperava ficar mais de uma hora. Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente.
Ontem, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele disse que não sabia de senha alguma...
Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia: 'Se necessitar senha, solicite ao caixa'.
Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de bobo e disse:
- Que senha?
Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha.
Então eu exigi:
- A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...
O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.
No início continuou lenta, quase não andava.
De repente, o mesmo fenômeno, começou o som que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo.
Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha pra autenticar, e após a autenticação, ele se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em resposta à pergunta dela de...'E aí? Tudo bem?'
O caixa respondeu:
- BELEZA.
Matei a charada! 'BELEZA' foi a constatação que o caixa fez.
Fui atendida em 14 (quatorze) minutos.
E a gerente então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA - Existe sim um número de funcionários nos bancos, suficiente para atender dignamente o público, porém eles são desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila. Eu não fico mais.
Cada vez que entrar em um banco, exija sua senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido.

domingo, 2 de maio de 2010

O coração do Flamengo

                                        


Quem me conhece sabe que mesmo na região metropolitana do Rio, sou apaixonada pelo bucólico, ou seja, o que sobrou do Rio antigo, presente no Cosme Velho, Santa Teresa, Catete, Glória e centro da cidade. Os bairros de Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca não me enchem os olhos, apesar do status.
O Castelinho do Flamengo, hoje, Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, com sua torre gótica é um dos projetos arquitetônicos mais interessantes a serem vistos em plena luz do dia, no meio à modernidade dos grandes prédios, onde princesas e bruxas coabitam harmoniosamente como num conto de fadas.
Há pouco tempo foi concedido a esse maravilhoso patrimônio, o direito às artes, uma briga antiga, já que cultura nesse país é um palavrão, necessitando das iniciativas privadas e muita força de vontade das associações de moradores para mantê-lo de pé!
O sarau das artes é um incentivo ao talento, uma tentativa de promover a democratização da cultura.
A casa, embora pouco divulgada pela Secretaria Municipal, tem seu acesso inteiramente gratuito em todos os eventos; abraça exposições, debates e encontros com a música e a poesia.

sábado, 24 de abril de 2010

John Lennon também era brasileiro

Numa bela tarde de sábado, me recostei num daqueles banquinhos de praça e fiquei ali a vagar em pensamentos, algo intrínseco à minha personalidade, onde idéias de jerico também fazem parte desse processo tão bem orquestrado.
Observando rostos e expressões que passavam por mim, me deparei com algo intrigante e num vôo  cheguei às nuvens, indaguei a Deus quais eram os seus critérios para chamar os seus?!
Pessoas descartáveis, que nada fazem pelos outros, que se lamuriam da vida, machucam, traem, degradam a sociedade, matam e furtam nossos  sonhos sem o menor pudor, estão ai andando livremente sem nenhuma responsabilidade de, ou do SER, enquanto ELES, Betinho,  Zilda Arns, irmã Dorothy Stang e mesmo aqueles que nos fizeram rir ou chorar de tanta emoção tiveram suas vidas interrompidas drasticamente, nos deixando  tão somente essa linda canção.


sábado, 20 de março de 2010

"Ela é carioca, ela é carioca, olha o jeitinho dela andar...."


Sou carioca da gema, amo o meu município e por isso posso falar mal.
Em janeiro desse ano comentei nesse mesmo espaço a ineficiência do metrô-Rio já observado por inúmeros usuários. Contudo, uma composição da linha 2 ir parar na linha 1 cheia de passageiros, foi um fato inédito no sistema de transportes. O incidente ocorreu esta semana e só não causou maior impacto, porque não havia uma composição em sentido contrário no momento da distração do operador. Grande irresponsabilidade da concessionária que está sendo alvo de críticas, inclusive com uma ação movida pelo Ministério Público do estado por suas sucessivas falhas, que na minha opinião deveria ser mais enérgica, antes que novos incidentes se transformem em grandes acidentes de proporções inimagináveis. Enquanto isso, Sergio Cabral pensa na expansão Barra...!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Não é favor, é um direito!

 Certa vez, conversando com o arquiteto Luiz Fiuza, lembrei-me de um ente querido que havia se tornado cadeirante por causa do acometimento causado por um AVC em meados de 90 e como dizem que só atinamos para a dura realidade de alguns quando nos deparamos com a sua problemática, tête-à-tête, me interei melhor na vida das pessoas, cuja particularidade faz jus ao que entendo por especiais, Especiais no otimismo, na disposição, coragem e vitalidade.

O projeto do Luiz acendia uma mudança radical no acesso às pessoas portadoras de deficiência em vias públicas, transportes e nas áreas de edificações, sustentadas pela Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989. E o que mudou de lá pra cá?


A força de uma ferramenta de trabalho, associada a um poderoso veículo de comunicação, ocupando um importante papel de destaque na integração e socialização do deficiente, a Internet!


Fora este ganho, a maior deficiência continua sendo o preconceito e o desrespeito da sociedade para com os cidadãos que pagam os seus impostos pontualmente, mas sem direito de utilizar os serviços públicos. Considera-se que o número de portadores de deficiência no Brasil cresce a cada década, fazendo com que muitos jazam em casa sem perspectivas, salvo aos aventureiros sobre duas rodas, que superam a insegurança da urbanidade, também suas próprias limitações.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ignorância, o maior preconceito!

A inegável popularidade do Clodovil Hernandes o elegeu a deputado federal mais votado em São Paulo. E muitos fizeram caretas, até eu! Afinal, ele sempre foi uma figura polêmica e encrenqueira, mas devemos apoiar as boas idéias.
Em julho de 2008, Clodovil apresentou à Mesa da Câmara uma proposta de emenda a Constituição (PEC) para reduzir o número de deputados de 513 para 250 parlamentares.
E claro, não passou por interesses óbvios!
Fui pesquisar o custo de cada parlamentar brasileiro e fiquei de queixo caído.
O custo de cada deputado é de R$ 6,6 milhões e, de cada senador de R$ 33,1 milhões por ano. Dessa forma, se a emenda do Clodovil passasse teríamos uma economia de aproximadamente R$ 3,1 bilhões de reais!
Simplesmente essa quantia multiplicaria a verba hospitalar, tão decadente, por mais de 26 vezes!!!

Magistrados entregam prêmio ao MST

Sabem o que isso significa?
Que perdemos definitivamente o leme, estamos à deriva!


Conforme o e-mail que recebi de um amigo e que concordo, utilizando-me inclusive de suas palavras...
Homenagear o movimento é endossar os seus métodos, também os seus crimes. Como se não bastasse, a pose do rapaz ao lado de Kenarik ostentando a camiseta com a palavra “Cuba”. Cuba é aquele país em que a oposição está na cadeia, onde a tortura a presos é, na prática, uma política de estado.

Kenarik, em sua sede implacável de justiça, não se constrange em aparecer nesse retrato, como se vê. Não custa lembrar que o decreto dos Direitos Humanos, em defesa do qual ela escreveu, extingue, na prática, a propriedade privada e cria uma categoria acima dos juízes.

Destaque na revista Veja enviada por amigos que colaboram com o blog "Quem Responde".
E há resposta?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quanto vale um sonho?

Enquanto os grandes discutem o homicídio nas regiões metropolitanas em proporção ao crescimento populacional, tornando-o ínfimo e desprezível estatisticamente, o ser humano padece...
Padece de cuidados, padece de atenção, padece de respeito ao direito a vida.
Alcides do Nascimento Lins, o filho da catadora de lixo que estava prestes a se formar na faculdade de biomedicina, é o grito que não quer calar, é o Brasil pleiteando um lugar ao sol, é o resgate à dignidade.
Quantos "Alcides" ainda sobreviverão a ganância dos homens que ditam leis, mas não garantem a segurança e, a cidadania?