É sabido que a carga tributária no Brasil é uma das maiores do mundo, mas o que não se sabe é o porquê desse absurdo. O brasileiro pagou R$ 550 bilhões em impostos em 2009, conforme "Impostômetro". Dessa forma, presumo que quanto mais se trabalha, mais se paga impostos! É um ciclo vicioso... Às vezes, me pergunto se a improdutividade não apresentaria algumas benesses ou nos mataria de fome por completo. Fome Zero? Um contra-senso! Taxa, tarifa, contribuição ou tributo... É o pensamento do dia ou de todas as horas? Lembro-me ainda criança meus pais comentarem o pagamento de tributos diretos e indiretos... Definhamo-nos no saber por não sabermos ou estamos acomodados? É vexatória, indigna, desrespeitosa a forma de como somos tratados, por isso a minha manifestação, esperando que iniciativas como essa sejam ainda mais presentes na pauta do brasileiro. Este espaço foi criado para comentarmos, trocarmos idéias, reivindicarmos, denunciarmos e até elogiarmos os serviços públicos e privados.

sábado, 16 de outubro de 2010

Isto que é consciência política!





O músico amazonense, este homem humilde, mas  bem informado,  traduz em sua viola a indignação de um povo que pensa.

PS. Para ouvir o vídeo ou mesmo para ler os textos sem a interferência da música que toca no Blog, dê “Pause” na pequena tela que se  encontra no canto direito da página.

sábado, 17 de julho de 2010

Façamos valer nossos direitos!

Lei número 13.948/2005

Há cerca de um mês eu entrei no Banco para fazer um pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: 'Vou ficar horas aqui dentro'.
Foi quando me lembrei da lei que entrou em vigor na capital paulista (e no Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.
Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse, eu encaminharia o papelucho para a prefeitura multar o banco.
Entrei na fila, e notei que de repente aquele som que sinaliza caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente.
Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigada. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo?
Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei que foram 17 minutos de fila. Eu esperava ficar mais de uma hora. Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente.
Ontem, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele disse que não sabia de senha alguma...
Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia: 'Se necessitar senha, solicite ao caixa'.
Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de bobo e disse:
- Que senha?
Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha.
Então eu exigi:
- A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...
O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.
No início continuou lenta, quase não andava.
De repente, o mesmo fenômeno, começou o som que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo.
Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha pra autenticar, e após a autenticação, ele se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em resposta à pergunta dela de...'E aí? Tudo bem?'
O caixa respondeu:
- BELEZA.
Matei a charada! 'BELEZA' foi a constatação que o caixa fez.
Fui atendida em 14 (quatorze) minutos.
E a gerente então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA - Existe sim um número de funcionários nos bancos, suficiente para atender dignamente o público, porém eles são desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila. Eu não fico mais.
Cada vez que entrar em um banco, exija sua senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido.

domingo, 2 de maio de 2010

O coração do Flamengo

                                        


Quem me conhece sabe que mesmo na região metropolitana do Rio, sou apaixonada pelo bucólico, ou seja, o que sobrou do Rio antigo, presente no Cosme Velho, Santa Teresa, Catete, Glória e centro da cidade. Os bairros de Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca não me enchem os olhos, apesar do status.
O Castelinho do Flamengo, hoje, Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, com sua torre gótica é um dos projetos arquitetônicos mais interessantes a serem vistos em plena luz do dia, no meio à modernidade dos grandes prédios, onde princesas e bruxas coabitam harmoniosamente como num conto de fadas.
Há pouco tempo foi concedido a esse maravilhoso patrimônio, o direito às artes, uma briga antiga, já que cultura nesse país é um palavrão, necessitando das iniciativas privadas e muita força de vontade das associações de moradores para mantê-lo de pé!
O sarau das artes é um incentivo ao talento, uma tentativa de promover a democratização da cultura.
A casa, embora pouco divulgada pela Secretaria Municipal, tem seu acesso inteiramente gratuito em todos os eventos; abraça exposições, debates e encontros com a música e a poesia.

sábado, 24 de abril de 2010

John Lennon também era brasileiro

Numa bela tarde de sábado, me recostei num daqueles banquinhos de praça e fiquei ali a vagar em pensamentos, algo intrínseco à minha personalidade, onde idéias de jerico também fazem parte desse processo tão bem orquestrado.
Observando rostos e expressões que passavam por mim, me deparei com algo intrigante e num vôo  cheguei às nuvens, indaguei a Deus quais eram os seus critérios para chamar os seus?!
Pessoas descartáveis, que nada fazem pelos outros, que se lamuriam da vida, machucam, traem, degradam a sociedade, matam e furtam nossos  sonhos sem o menor pudor, estão ai andando livremente sem nenhuma responsabilidade de, ou do SER, enquanto ELES, Betinho,  Zilda Arns, irmã Dorothy Stang e mesmo aqueles que nos fizeram rir ou chorar de tanta emoção tiveram suas vidas interrompidas drasticamente, nos deixando  tão somente essa linda canção.


sábado, 20 de março de 2010

"Ela é carioca, ela é carioca, olha o jeitinho dela andar...."


Sou carioca da gema, amo o meu município e por isso posso falar mal.
Em janeiro desse ano comentei nesse mesmo espaço a ineficiência do metrô-Rio já observado por inúmeros usuários. Contudo, uma composição da linha 2 ir parar na linha 1 cheia de passageiros, foi um fato inédito no sistema de transportes. O incidente ocorreu esta semana e só não causou maior impacto, porque não havia uma composição em sentido contrário no momento da distração do operador. Grande irresponsabilidade da concessionária que está sendo alvo de críticas, inclusive com uma ação movida pelo Ministério Público do estado por suas sucessivas falhas, que na minha opinião deveria ser mais enérgica, antes que novos incidentes se transformem em grandes acidentes de proporções inimagináveis. Enquanto isso, Sergio Cabral pensa na expansão Barra...!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Não é favor, é um direito!

 Certa vez, conversando com o arquiteto Luiz Fiuza, lembrei-me de um ente querido que havia se tornado cadeirante por causa do acometimento causado por um AVC em meados de 90 e como dizem que só atinamos para a dura realidade de alguns quando nos deparamos com a sua problemática, tête-à-tête, me interei melhor na vida das pessoas, cuja particularidade faz jus ao que entendo por especiais, Especiais no otimismo, na disposição, coragem e vitalidade.

O projeto do Luiz acendia uma mudança radical no acesso às pessoas portadoras de deficiência em vias públicas, transportes e nas áreas de edificações, sustentadas pela Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989. E o que mudou de lá pra cá?


A força de uma ferramenta de trabalho, associada a um poderoso veículo de comunicação, ocupando um importante papel de destaque na integração e socialização do deficiente, a Internet!


Fora este ganho, a maior deficiência continua sendo o preconceito e o desrespeito da sociedade para com os cidadãos que pagam os seus impostos pontualmente, mas sem direito de utilizar os serviços públicos. Considera-se que o número de portadores de deficiência no Brasil cresce a cada década, fazendo com que muitos jazam em casa sem perspectivas, salvo aos aventureiros sobre duas rodas, que superam a insegurança da urbanidade, também suas próprias limitações.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ignorância, o maior preconceito!

A inegável popularidade do Clodovil Hernandes o elegeu a deputado federal mais votado em São Paulo. E muitos fizeram caretas, até eu! Afinal, ele sempre foi uma figura polêmica e encrenqueira, mas devemos apoiar as boas idéias.
Em julho de 2008, Clodovil apresentou à Mesa da Câmara uma proposta de emenda a Constituição (PEC) para reduzir o número de deputados de 513 para 250 parlamentares.
E claro, não passou por interesses óbvios!
Fui pesquisar o custo de cada parlamentar brasileiro e fiquei de queixo caído.
O custo de cada deputado é de R$ 6,6 milhões e, de cada senador de R$ 33,1 milhões por ano. Dessa forma, se a emenda do Clodovil passasse teríamos uma economia de aproximadamente R$ 3,1 bilhões de reais!
Simplesmente essa quantia multiplicaria a verba hospitalar, tão decadente, por mais de 26 vezes!!!

Magistrados entregam prêmio ao MST

Sabem o que isso significa?
Que perdemos definitivamente o leme, estamos à deriva!


Conforme o e-mail que recebi de um amigo e que concordo, utilizando-me inclusive de suas palavras...
Homenagear o movimento é endossar os seus métodos, também os seus crimes. Como se não bastasse, a pose do rapaz ao lado de Kenarik ostentando a camiseta com a palavra “Cuba”. Cuba é aquele país em que a oposição está na cadeia, onde a tortura a presos é, na prática, uma política de estado.

Kenarik, em sua sede implacável de justiça, não se constrange em aparecer nesse retrato, como se vê. Não custa lembrar que o decreto dos Direitos Humanos, em defesa do qual ela escreveu, extingue, na prática, a propriedade privada e cria uma categoria acima dos juízes.

Destaque na revista Veja enviada por amigos que colaboram com o blog "Quem Responde".
E há resposta?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quanto vale um sonho?

Enquanto os grandes discutem o homicídio nas regiões metropolitanas em proporção ao crescimento populacional, tornando-o ínfimo e desprezível estatisticamente, o ser humano padece...
Padece de cuidados, padece de atenção, padece de respeito ao direito a vida.
Alcides do Nascimento Lins, o filho da catadora de lixo que estava prestes a se formar na faculdade de biomedicina, é o grito que não quer calar, é o Brasil pleiteando um lugar ao sol, é o resgate à dignidade.
Quantos "Alcides" ainda sobreviverão a ganância dos homens que ditam leis, mas não garantem a segurança e, a cidadania?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quero, mas não deixam!

Ontem, li uma matéria muito interessante de Fernanda Dutra, abalizando que 86% dos estudantes matriculados em 2006, não concluíram o ensino médio no prazo previsto de 2008 e que muitos ficaram no meio do caminho por diversos fatores, dentre eles a dificuldade no aprendizado e a desmotivação em si. Bem, resta saber se essa pesquisa foi feita apenas na rede pública de ensino. O mais provável é que o mal tenha se alastrado simplesmente por uma questão óbvia, o sistema educacional não acompanha o novo modelo social, ele é obsoleto, cheio de ultimatos e de uma cultura inútil sem prerrogativas!
Cito exemplos mesmo em nível de ensino superior de uma rede privada, almoçando ao lado de uma Universidade e acompanhando a rotina dos meus filhos, o que condiz a milhares de jovens batalhadores que norteiam o mercado de trabalho e tem filhos pequenos, verdadeiros HERÓIS e não os nomeados pelo apresentador do BBB - Big BOSTA Brasil.
Esses jovens estudantes são sobrecarregados por atividades extra-sala, extracurriculares obrigatórias, muitas vezes sem acréscimo educativo, fazendo com que muitos deles não consigam atender a demanda de exigências por disciplina, causando esgotamento cognitivo, desinteresse e frustração. E ainda paga-se por isso!
Não adianta equipar as Instituições de Ensino com máquinas de ponta e computadores de alta definição, se não houver uma profunda conscientização  por  uma REFORMA no Sistema Educacional.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Um, dois, três e já!

É prematuro comentar sobre o BILHETE ÚNICO, é pagar literalmente para ver.
Entretanto, fora o cadastramento em massa, o trânsito e a expectativa, nesta segunda-feira, dia 01/02 o povo terá de correr, correr muito para chegar a tempo Recorde de pegar outra condução já que dispõe de apenas duas horas para fazê-lo, senão terá de arcar com mais esta despesa.
Enquanto o projeto do bilhete único, aprovado em plenário, tem como foco a economia nos bolsos dos passageiros, Rosinha Garotinho responde por "improbidade administrativa" - chique isso, não? - por tão somente R$ 41 milhões dos cofres públicos.
Alguma coisa a ver? Acho que não!
O bilhete único, no valor de R$ 4,40 para quatro viagens ( utilizada duas vezes no mesmo dia, ida e volta) só será aceito dentro da Região Metropolitana do Rio de Janeiro em viagens municipais e intermunicipais; os ônibus, vans legalizadas, trens, barcas e metrô irão compor esse sistema, exceto os classificados como tarifa especial.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Eis o futuro do nosso país!


Certa vez, fiz a seguinte enquete:
Num acidente que envolvesse pessoas estranhas e o seu cão, quem você salvaria?
Fiquei paralisada diante da resposta. O que se pode esperar de seres humanos que optam por aniquilamento dos demais?
Logo estaremos extintos e os cães dominarão o mundo!
Nada contra os animais, muito pelo contrário, amo a natureza, a sua fauna e flora e tudo que mais existe, mas daí perder o vínculo que nos une pela única condição de estar e ser e, de poder mudar aspectos que coabitam nas esferas sociais tão importantes para o nosso desenvolvimento e crescimento pessoal...
É um pouquinho demais!
Triste constatação saber que faço parte da minoria alienígena.
Mas, recobrando os sentidos, o que fazer com os excrementos dos bichinhos que insistem em nos fazer derrapar logo pela manhã?

Tudo é uma questão de performance...

Conforme o relato de um amigo de Curitiba:

“ Hoje, lá pela 01:00 da manhã estava amarrando uma árvore, que está dentro do meu terreno, pois existe risco de que ela tombe sobre a rede elétrica que passa em frente à minha casa. Hoje liguei para a Prefeitura, mas eles disseram que eu preciso entrar em contato com a secretaria de meio ambiente para pegar uma autorização em caráter "urgente", mas que isso só será possível na segunda feira!?!?!? - Pode uma coisa desta? Minha opção até o momento foi o de ligar para a companhia de energia elétrica - COPEL para ver se eles fazem a poda dos galhos superiores; já vieram dois técnicos observar e aguardo a presença do responsável pela poda de árvores, que irá analisar a situação . Se este país tivesse... mas não tem... Gastamos fortunas em impostos...”

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O que aconteceu com o metrô do Rio?

Desde que a Estação Ipanema/General Osório foi inaugurada o povo não se entende.
Filas enormes nos guichês, falta de ventilação nas plataformas, escadas rolantes paradas em horários de pico, intervalos grandes entre uma estação e outra, a carência do ar-condicionado nos trens que circulam, o despreparo dos metroviários para conter a multidão que se espreme na estação Botafogo para esperar outra composição, impedindo a passagem dos que desejam desembarcar, a superlotação e a falta de informação atordoam o dia a dia dos trabalhadores que precisam desse meio de transporte para chegar ao seu destino.


Sempre fui fã do metrô, mas confesso que ultimamente tenho tido receio de embarcar já que a desorientação é geral, os agentes destreinados, o sistema deficiente, os usuários mal educados fazendo com que a minha segurança e os demais que percebem o mesmo cenário, fique comprometida.

Chove chuva, chove sem parar... No sudeste do Brasil!

São Paulo, o maior prejudicado desde dezembro de 2009, vem atravessando momentos muito difíceis com registros de deslizamentos de terra, alagamentos, transbordamento dos rios seguido de morte, perdas, sofrimento.A que se deve tudo isso, culpa de São Pedro?

A falta de saneamento básico, a drenagem dos rios, os entulhos que adornam  a cidade, a irresponsabilidade das autoridades locais e a falta de consciência das pessoas trazem conseqüências desastrosas induzindo ao verdadeiro caos... O trânsito pára, os aeroportos fecham, acidentes ocorrem e o desespero assola os corações  “desabitados” que  apelam por recursos improvisados.

Imagino que o pior pensamento é a impotência diante dos fatos, pensamento este que precisa ser revisto, revisitado e resolvido em curtíssimo prazo.