É sabido que a carga tributária no Brasil é uma das maiores do mundo, mas o que não se sabe é o porquê desse absurdo. O brasileiro pagou R$ 550 bilhões em impostos em 2009, conforme "Impostômetro". Dessa forma, presumo que quanto mais se trabalha, mais se paga impostos! É um ciclo vicioso... Às vezes, me pergunto se a improdutividade não apresentaria algumas benesses ou nos mataria de fome por completo. Fome Zero? Um contra-senso! Taxa, tarifa, contribuição ou tributo... É o pensamento do dia ou de todas as horas? Lembro-me ainda criança meus pais comentarem o pagamento de tributos diretos e indiretos... Definhamo-nos no saber por não sabermos ou estamos acomodados? É vexatória, indigna, desrespeitosa a forma de como somos tratados, por isso a minha manifestação, esperando que iniciativas como essa sejam ainda mais presentes na pauta do brasileiro. Este espaço foi criado para comentarmos, trocarmos idéias, reivindicarmos, denunciarmos e até elogiarmos os serviços públicos e privados.

sábado, 17 de julho de 2010

Façamos valer nossos direitos!

Lei número 13.948/2005

Há cerca de um mês eu entrei no Banco para fazer um pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: 'Vou ficar horas aqui dentro'.
Foi quando me lembrei da lei que entrou em vigor na capital paulista (e no Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.
Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse, eu encaminharia o papelucho para a prefeitura multar o banco.
Entrei na fila, e notei que de repente aquele som que sinaliza caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente.
Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigada. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo?
Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei que foram 17 minutos de fila. Eu esperava ficar mais de uma hora. Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente.
Ontem, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele disse que não sabia de senha alguma...
Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia: 'Se necessitar senha, solicite ao caixa'.
Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de bobo e disse:
- Que senha?
Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha.
Então eu exigi:
- A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...
O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.
No início continuou lenta, quase não andava.
De repente, o mesmo fenômeno, começou o som que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo.
Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha pra autenticar, e após a autenticação, ele se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em resposta à pergunta dela de...'E aí? Tudo bem?'
O caixa respondeu:
- BELEZA.
Matei a charada! 'BELEZA' foi a constatação que o caixa fez.
Fui atendida em 14 (quatorze) minutos.
E a gerente então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA - Existe sim um número de funcionários nos bancos, suficiente para atender dignamente o público, porém eles são desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila. Eu não fico mais.
Cada vez que entrar em um banco, exija sua senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido.